A Raízen, maior recuperação extrajudicial da história do Brasil, está confiante em atravessar o atual momento financeiro desafiador. O presidente da empresa, Nelson Gomes, afirmou que a companhia aguarda o prazo legal para homologar o plano de recuperação, previsto para setembro deste ano.
No exercício fiscal de 2025/26, encerrado em março, a Raízen ampliou seu prejuízo de R$ 22,9 bilhões para R$ 27,1 bilhões, enquanto sua dívida líquida cresceu 69,9%, totalizando R$ 58,2 bilhões. A maior parte do prejuízo, cerca de R$ 22,5 bilhões, resultou da reavaliação de ativos após o pedido de recuperação extrajudicial protocolado em março.
Desempenho e Desafios
Durante a teleconferência para comentar os resultados, Gomes destacou que o cenário foi marcado por instabilidade geopolítica, condições climáticas adversas e volatilidade de commodities. Apesar disso, a Raízen conseguiu avançar na rentabilidade do segmento de distribuição de combustíveis, com um Ebitda ajustado que subiu 35,5%, alcançando R$ 5,7 bilhões. No entanto, o setor de açúcar e bioenergia enfrentou desafios, com um recuo de 23,9% no Ebitda, que ficou em R$ 4,5 bilhões.
Apoio Financeiro e Acordo com Credores
O plano de recuperação da Raízen inclui um aporte de R$ 3,5 bilhões pela Shell, além de um potencial aporte adicional de R$ 500 milhões pela Aguassanta, veículo de investimentos da família de Rubens Ometto. A adesão dos credores ao plano de recuperação atingiu 80% dos créditos envolvidos, o que é um indicativo positivo para a companhia.
Opinião
A recuperação extrajudicial da Raízen é um momento crucial que poderá determinar a sustentabilidade de seus negócios e a confiança do mercado na empresa.





