Rachel Barros, Ministra da Igualdade Racial, escreveu um artigo que destaca a necessidade urgente de políticas públicas para apoiar as mães brasileiras, especialmente as mulheres negras. Em seu texto, ela defende o fim da escala 6 x 1 sem redução salarial, um modelo que impacta diretamente a vida de muitas mães que enfrentam jornadas duplas e triplas.
Desigualdade e Maternidade
O artigo ressalta que, atualmente, 5,1 milhões de mulheres trabalham como domésticas, das quais 62% são negras. Além disso, 64% das jovens que não trabalham ou estudam são mulheres que se dedicam exclusivamente a tarefas domésticas, uma situação que se agrava para 80% das mães de crianças de zero a três anos, que não conseguem encontrar emprego.
Políticas de Cuidado
Barros propõe a construção de mais salas de amamentação nos espaços de trabalho e destaca a importância da primeira política do cuidado da história do Brasil, que reconhece o cuidado como fundamental para a economia e o desenvolvimento do país. A ministra acredita que essas mudanças são essenciais para que as mães possam gerenciar melhor seu tempo e suas responsabilidades familiares.
Um Chamado à Ação
A ministra enfatiza que a maternidade deve ser encarada como uma responsabilidade coletiva. Ela argumenta que a criação de crianças não deve ser uma tarefa exclusiva das mães, mas sim uma responsabilidade compartilhada pela sociedade e pelo estado. A luta por creches, educação de qualidade e assistência à saúde são algumas das pautas que Barros considera fundamentais para garantir uma maternidade mais justa e equilibrada.
Opinião
A proposta de Rachel Barros para mudar a realidade das mães no Brasil é um passo importante para a construção de uma sociedade mais igualitária e que realmente valoriza o papel das mulheres, especialmente as negras, na criação de suas famílias.





