O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional desativou a plataforma Defesa Civil Alerta na madrugada de 20 de outubro, após a emissão de dez alertas sem autorização. A Polícia Federal foi acionada para investigar a origem dos disparos, que ocorreram na transição de sexta-feira para sábado.
De acordo com o secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff, os alertas foram enviados por meio de nove emissões via Cell Broadcast e uma por SMS. O primeiro alerta foi emitido de Curitiba, Paraná, e as mensagens atingiram estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Mato Grosso do Sul, Acre, Paraná e Distrito Federal.
As mensagens enviadas continham o termo ‘misantropi4’ e acionaram avisos sonoros nos dispositivos. O secretário Wolff afirmou que os indícios apontam para um crime cibernético, com a possibilidade de invasão por pessoas sem acesso regular ao sistema. As contas utilizadas para os envios já foram bloqueadas pela equipe de tecnologia da informação do ministério.
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) informou que as mensagens não partiram das autoridades responsáveis pelo sistema e orientou os usuários a desconsiderarem os alertas. O retorno do sistema de alertas dependerá da conclusão da troca de credenciais e da revisão dos mecanismos de acesso à plataforma, sem previsão para reativação.
Opinião
A situação destaca a vulnerabilidade dos sistemas de alerta e a necessidade de medidas mais rigorosas para garantir a segurança da informação.





