Política

Polícia Federal indiciou Daniel Vorcaro e 14 por fraude de R$ 2,7 bilhões no BRB

Polícia Federal indiciou Daniel Vorcaro e 14 por fraude de R$ 2,7 bilhões no BRB

A Polícia Federal (PF) indiciou o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e mais 14 investigados em um caso de fraude bilionária no Banco Regional de Brasília (BRB), que resultou em um prejuízo de aproximadamente R$ 2,7 bilhões. O indiciamento foi formalizado em um relatório enviado à Procuradoria-Geral da República (PGR) e se refere às irregularidades apuradas na primeira fase da Operação Compliance Zero.

De acordo com as investigações, Vorcaro teve uma “participação pessoal, reiterada e diretiva” nas operações com carteiras de créditos irregulares do Banco Master, o que levou a perdas significativas ao BRB. A PF concluiu que, como controlador do Banco Master, ele ocupava o centro decisório e era o principal beneficiário das operações que buscavam liquidez para a instituição.

Vorcaro foi preso em março de 2026 e está custodiado no presídio da Papudinha, no Distrito Federal. As acusações contra ele e os outros indiciados incluem gestão fraudulenta de instituição financeira, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Além de Vorcaro, estão entre os indiciados o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, e Augusto Lima, ex-sócio do Master.

Os investigadores afirmam que o prejuízo de R$ 2,7 bilhões foi causado, em parte, por carteiras de créditos inexistentes, que estavam em nome da Tirreno, uma empresa de fachada operada pelo Master. A PF destacou que as perdas já foram formalizadas e reconhecidas, não se tratando de estimativas abstratas.

Após concluir a primeira fase da Operação Compliance Zero, a PF solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma prorrogação das investigações por 60 dias. Esse prazo será utilizado para finalizar exames periciais pendentes e elaborar um relatório complementar de investigação.

Opinião

O indiciamento de Daniel Vorcaro e dos demais envolvidos reflete a gravidade da situação no setor financeiro e a necessidade de rigor nas investigações para garantir a responsabilização dos culpados.