Pouco mais de uma semana após a morte do policial militar Marcelo Pimenta da Silva, de 32 anos, durante um confronto em Corumbá, a situação se agravou com a morte dos principais suspeitos do crime. O inquérito que investiga o caso segue aberto na Polícia Civil de Corumbá, mas, na prática, a identificação dos envolvidos parece estar ‘encerrada’.
Everton da Silva Viana e Rubens Zilio Neto, ambos com ligações ao PCC, foram confirmados como participantes do ataque que resultou na morte do PM. Everton, de 40 anos, e Rubens, de 35, foram encontrados armados e envolvidos em um confronto com a polícia após o crime. Waldiney Junior de Souza Alfonso, de 29 anos, também estava envolvido, mas não chegou a ser ouvido antes de sua morte em 10 de junho.
Contexto do Conflito
O soldado Marcelo Pimenta foi atingido durante uma ronda em Ladário em 30 de junho, após denúncias de disparos de fuzil. Ele faleceu no Pronto-socorro de Corumbá. Os suspeitos Everton, Rubens e Waldiney foram mortos em confrontos subsequentes com a polícia. Everton e Rubens já tinham antecedentes criminais e estavam em liberdade, enquanto Waldiney havia sido preso em março de 2022 por tráfico de drogas.
Consequências e Mortes Adicionais
Após a morte de Marcelo Pimenta, a operação policial resultou na morte de mais três pessoas, incluindo cidadãos bolivianos que, segundo a polícia, reagiram durante abordagens. O inquérito revela que a operação tinha como alvo não apenas os suspeitos do atentado, mas também possíveis cúmplices.
A ex-namorada de Everton, Kalissa das Neves Guadalupe, foi presa após a polícia encontrar um arsenal em sua residência. Ela é a única pessoa viva ainda sob investigação relacionada ao caso, enquanto o inquérito avança para esclarecer os desdobramentos do atentado e as ligações entre os envolvidos.
Opinião
A situação em Corumbá destaca os desafios enfrentados pelas forças de segurança na luta contra o crime organizado e a necessidade de um sistema judicial mais eficaz para lidar com criminosos reincidentes.





