A Polícia Federal, em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), deflagrou entre os dias 28 de julho e 1º de agosto de 2026, a Operação Caraíba IV, focada na repressão de ilícitos ambientais no Parque Nacional Mapinguari, localizado na fronteira entre os estados de Rondônia e Amazonas.
Foco na repressão de crimes ambientais
A operação visou combater o garimpo ilegal de ouro e cassiterita, a exploração ilegal de madeira, a invasão de terras públicas e outros ilícitos ambientais dentro da unidade de conservação. A ação contou com um efetivo conjunto de policiais federais e agentes de fiscalização ambiental do ICMBio, utilizando aeronaves para acessar pontos de garimpo identificados por meio de inteligência e imagens de satélite.
Resultados da operação
Durante os dias de ação, diversas frentes de garimpo ilegal foram desativadas. Foram inutilizadas duas escavadeiras hidráulicas, um trator agrícola, 15 motores estacionários, três geradores de energia, 23 acampamentos e mais de 10 mil litros de combustível. Além disso, equipamentos de comunicação e ferramentas utilizadas na atividade ilegal foram apreendidos.
Prejuízo estimado
A operação resultou em um prejuízo estimado em R$ 1.439.700,00 às organizações que realizavam a exploração ilegal na região. A destruição e inutilização dos bens foi realizada pela equipe de fiscalização do ICMBio, com base no art. 101, §1º, inciso I, do Decreto nº 6.514/2008, devido à inviabilidade logística de transporte dos materiais.
O papel da Polícia Federal
A Polícia Federal teve o papel de apoio operacional e repressão qualificada aos ilícitos penais identificados durante a operação.
Opinião
A Operação Caraíba IV destaca a importância da ação conjunta entre instituições para a proteção do meio ambiente e a repressão a atividades ilegais que ameaçam a biodiversidade.





