O PDT de São Paulo está em busca de uma cadeira de suplente de senador na chapa do ex-ministro Fernando Haddad (PT), que disputará o Palácio dos Bandeirantes. Diversos políticos do partido assinaram um manifesto solicitando que o vice-presidente do diretório estadual, Antônio Neto, seja indicado como primeiro suplente em uma das pré-candidaturas ao Senado.
O manifesto destaca a importância da unidade entre as forças políticas, afirmando que “a unidade se fortalece quando cada força contribui com sua identidade, sua trajetória e sua visão de futuro”. Antônio Neto, além de dirigente do PDT, é presidente da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB) e possui uma longa trajetória no sindicalismo.
Pré-candidaturas e Contexto Político
As pré-candidaturas ao Senado já contam com nomes como a ex-ministra do Planejamento Simone Tebet (PSB) e a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva (Rede). O PDT, que atualmente possui 20 deputados federais e 2 senadores, busca fortalecer sua posição diante da saída do ex-governador do Ceará Ciro Gomes, que migrou para o PSDB.
Recentemente, o partido enfrentou uma crise com o afastamento de Carlos Lupi do cargo de ministro da Previdência, após investigações que também atingiram o senador Weverton Rocha, alvo de um mandado de busca e apreensão na operação Sem Desconto.
Desafios e Alianças
O PDT busca reafirmar sua relevância em um cenário político desafiador, enquanto o PT sinaliza interesse em fortalecer laços com a legenda, renunciando a uma candidatura ao governo do Rio Grande do Sul para apoiar a advogada Juliana Brizola, neta de Leonel Brizola. Em São Paulo, as alianças têm privilegiado o partido do vice-presidente Geraldo Alckmin, que governou o estado por 14 anos.
Opinião
A busca do PDT por uma cadeira no Senado reflete a necessidade de renovação e fortalecimento da legenda em um contexto político em transformação.





