Lançado no dia 30 de outubro de 2023, o álbum da Copa do Mundo de 2026 está causando agitação entre os colecionadores de Campo Grande. A editora Panini, que produz e distribui o álbum desde 1970, anunciou um aumento significativo nos preços, acima da inflação, em comparação com a edição anterior de 2022.
Essa edição é histórica, pois é a primeira com 48 seleções participantes, e para completá-la, os colecionadores precisarão reunir 980 figurinhas. O preço do pacote, que contém sete cromos, foi reajustado para R$ 7,00, enquanto o álbum brochura agora custa R$ 24,90 e a versão de capa dura R$ 74,90.
Aumento de preços e impacto no colecionismo
O custo total para completar o álbum subiu 81% em relação a 2022, quando o custo era de R$ 550. Este aumento é alarmante, considerando que a inflação acumulada no Brasil entre 2022 e 2025 foi de aproximadamente 21%. Com isso, mesmo que o colecionador consiga completar o álbum sem figurinhas repetidas, o preço total pode ultrapassar R$ 1 mil.
Em conversas com Daniel Magalhães, proprietário da Banca Modular, ele revelou que, apesar dos aumentos, a demanda se manteve semelhante à da última Copa. Ele acredita que o início do mês pode favorecer as vendas, já que muitas famílias estão passando a tradição de colecionar figurinhas.
Geovani Vegas, dono da Banca Elite, também comentou sobre a situação. Ele observou que a nova política da Panini de distribuir o álbum em diversos estabelecimentos, como padarias e lotéricas, resultou em uma menor movimentação nas bancas. “O início foi menor que a passada”, afirmou.
Curiosidades e mudanças na coleção
Uma curiosidade notável é que, pela primeira vez em quatro edições, não há espaço para a figurinha de Neymar, cuja convocação ainda é uma dúvida. Além disso, a página do Brasil traz a ausência de Rodrygo, que está fora do Mundial devido a uma lesão.
Opinião
Apesar do aumento nos preços, a tradição do colecionismo deve prevalecer, especialmente em um ano de Copa do Mundo, onde a paixão pelo futebol une gerações.





