Odilon de Oliveira, juiz federal aposentado, expressou apoio à classificação do PCC e do CV como organizações terroristas, conforme anunciado pelo governo dos Estados Unidos. O juiz, que ganhou notoriedade por condenar o megatraficante Fernandinho Beira-Mar e por prender mais de 100 traficantes, acredita que essa categorização é necessária para o combate ao crime organizado.
Declaração de Marco Rubio e a Soberania Brasileira
Em um comunicado divulgado em 28 de julho, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que a partir de 5 de julho, PCC e CV serão designados como organizações terroristas estrangeiras. Odilon, com 76 anos e residindo em Campo Grande, MS, destacou a estranheza do Brasil se posicionar ao lado das facções e implorar para que os EUA não as classificassem dessa forma.
Medo e Proteção Pessoal
Odilon revelou em entrevista ao Estadão que acredita estar ‘jurado de morte’ pelo crime organizado, o que o levou a viver em um ambiente cercado de segurança, sentindo-se como em uma “prisão domiciliar”. Ele mencionou que evita sair de casa para não ser surpreendido.
Implicações da Classificação
O juiz aposentado comentou sobre a liberdade de cada país em definir o que é terrorismo, afirmando que a classificação feita pelos EUA não desrespeita a soberania brasileira. Ele alertou sobre o poder de fogo e a infiltração da criminalidade organizada na administração pública, ressaltando que a eliminação do PCC e do CV é impossível, mas a redução de suas atividades delinquenciais é viável.
Opinião
A classificação de organizações criminosas como terroristas pode ser um passo importante, mas é essencial que o Brasil desenvolva estratégias próprias para enfrentar a criminalidade organizada.





