A Mitsubishi Corp. iniciou as operações da usina termelétrica Vung Ang II no Vietnã, em um momento crucial para garantir um fornecimento energético estável no país. A cerimônia de inauguração ocorreu no sábado, marcando um passo importante na redução da dependência energética do Oriente Médio.
A usina, localizada na província de Ha Tinh, possui uma capacidade de geração de 1,3 gigawatt e utilizará entre 3,6 milhões e 4 milhões de toneladas de carvão anualmente, com fornecimento garantido por contratos de 25 anos da Indonésia e Austrália.
O projeto, que custou US$ 2,2 bilhões, é considerado vital para a segurança energética e o crescimento econômico do Vietnã, conforme declarado por Nguyen Hoang Long, vice-ministro da Indústria e Comércio. A usina deverá fornecer cerca de 3% da demanda nacional de eletricidade, apoiando o objetivo do Partido Comunista do Vietnã de alcançar o status de país desenvolvido até 2045.
Durante a cerimônia, Tetsu Funayama, executivo sênior da Mitsubishi, ressaltou a importância da segurança energética autossuficiente na região da Ásia. A usina Vung Ang II, que utiliza tecnologia de pressão ultrassupercrítica, minimiza o impacto ambiental e é amplamente utilizada em usinas no Japão.
O consórcio de empresas japonesas, incluindo a Mitsubishi e a Chugoku Electric Power, detém 60% das ações da usina. Apesar da crescente pressão para descarbonização, a Mitsubishi continuou o projeto, mudando seus parceiros ao longo do caminho, após a saída de empresas como CLP Holdings e General Electric.
A usina Vung Ang II é vista como uma resposta à crise energética resultante do conflito no Oriente Médio, que tem afetado os preços do petróleo e gás natural. O Vietnã, que depende em grande parte do Oriente Médio para suas importações de petróleo, vê na nova usina uma oportunidade para garantir a estabilidade energética necessária para sustentar seu crescimento econômico.
Opinião
A inauguração da usina Vung Ang II representa um marco importante para o Vietnã, que busca diversificar suas fontes de energia e garantir um futuro energético mais seguro e sustentável.





