Os cubanos começaram a sentir os efeitos de uma recente entrega de 100 mil toneladas de petróleo russo, proporcionando um alívio temporário para a ilha carente de energia. Essa foi a primeira grande remessa de petróleo para Cuba desde que os Estados Unidos cortaram as exportações de combustível no início do ano. O navio-tanque Anatoly Kolodkin, de bandeira russa, descarregou cerca de 700 mil barris na Baía de Matanzas, desafiando o bloqueio imposto pelos EUA.
O governo do presidente dos EUA, Donald Trump, permitiu a entrega do petróleo sob a justificativa de motivos “humanitários”. O petróleo, que foi refinado em produtos como gasolina e diesel, começou a ser distribuído a partir da refinaria de Cienfuegos, que iniciou operações em 17 de abril. A população de 10 milhões de pessoas em Cuba começou a sentir um alívio real com a diminuição dos apagões, que duraram meses.
Após quase quatro meses de apagões frequentes, muitos cubanos, incluindo a trabalhadora do setor privado Yani Cabrera, notaram uma melhora significativa na situação. Cabrera expressou sua gratidão, afirmando que o “barco de Putin melhorou a situação”. A embaixada da Rússia em Cuba celebrou a chegada do combustível com entusiasmo em suas redes sociais.
Alívio de Curta Duração
No entanto, o ministro da Energia, Vicente de la O Levy, alertou que esse alívio seria de curta duração, afirmando que o país necessitaria de oito navios semelhantes por mês para atender à demanda. Ele enfatizou que o que restava da entrega de combustível seria suficiente apenas para alguns dias.
A Rússia planeja enviar outra remessa de combustível, mas ainda não há confirmação da data. Este alívio temporário ocorre em um contexto de tensões entre Cuba e os EUA, que exigem mudanças na economia cubana e a realização de eleições livres. As sanções americanas, que se intensificaram com a interrupção das exportações de petróleo venezuelano em 3 de janeiro, complicaram ainda mais a situação energética da ilha.
Opinião
A chegada do petróleo russo pode ter trazido um alívio momentâneo, mas a dependência de Cuba em relação a entregas externas destaca a fragilidade de sua situação energética e econômica.





