O Ministro da Fazenda, Dario Durigan, negou que a política fiscal do governo Lula seja a principal responsável pela alta da Selic. Em declarações feitas em 4 de julho de 2026, Durigan argumentou que o foco em culpar o governo é uma resposta simplista para um problema econômico mais complexo.
O governo está planejando um superávit primário de 0,5% do PIB em 2027 e 1,5% em 2030. Essa estratégia visa equilibrar as contas públicas através de cortes de despesas e revisão de benefícios fiscais, que atualmente representam mais de R$ 600 bilhões por ano em gastos tributários.
Propostas de Tributação
Entre as mudanças propostas, destaca-se a intenção de tributar lucros e dividendos, uma medida que não é aplicada no Brasil há cerca de 30 anos. Essa ação visa aumentar a arrecadação e reduzir a carga sobre o consumo, focando nos mais ricos.
Dívida Pública e Pressão Inflacionária
Atualmente, a dívida pública está próxima de 80% do PIB, e o Banco Central alerta que o déficit nas contas públicas pressiona a inflação. Enquanto Durigan minimiza a responsabilidade do governo, economistas e a autoridade monetária indicam que a situação fiscal precária aumenta os riscos para investidores e obriga a manutenção de juros altos.
Opinião
A discussão sobre a alta da Selic e a responsabilidade fiscal é crucial e deve ser abordada com seriedade, considerando as complexidades da economia brasileira.





