O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou que a vacinação de cerca de 1,1 milhão de profissionais que atuam na atenção primária à saúde no Brasil começará em 9 de fevereiro. O imunizante utilizado será a Butantan-DV, uma vacina com tecnologia 100% nacional e que é a primeira do mundo a ser aplicada em dose única.
O Instituto Butantan se comprometeu a produzir e entregar até 31 de janeiro 1,1 milhão de doses da Butantan-DV, garantindo a imunização dos profissionais que estão na linha de frente do Sistema Único de Saúde (SUS). De acordo com estudos clínicos, a eficácia global da vacina é de 74%, com uma redução de 91% dos casos graves e 100% de proteção contra hospitalizações relacionadas à dengue.
Produção e Parcerias
Para ampliar a vacinação em todo o país, o governo federal planeja vacinar pessoas de 15 a 59 anos, o que dependerá da disponibilidade de novas doses da vacina Butantan-DV. O Ministério da Saúde anunciou uma parceria com a empresa chinesa WuXi Vaccines, que pode aumentar a produção da vacina em até 30 vezes. O ministro Padilha espera que, ainda este ano, sejam disponibilizadas entre 25 a 30 milhões de doses do imunizante.
Padilha também revelou que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já autorizou a avaliação da Butantan-DV em pessoas com mais de 60 anos, e o recrutamento de voluntários para esse estudo já começou.
Vacinação com QDenga
Além da Butantan-DV, o ministro anunciou a ampliação da vacina QDenga, que será oferecida gratuitamente pelo SUS para o público de 10 a 14 anos. O Brasil adquiriu 18 milhões de doses da vacina QDenga, com 9 milhões previstas para 2026 e mais 9 milhões para 2027. A QDenga foi aprovada pela Anvisa em 2023 e, inicialmente, estava disponível apenas em 2,1 mil municípios prioritários.
Com o aumento do estoque, a vacinação da QDenga será realizada em unidades básicas de saúde em mais de 5,5 mil municípios, exclusivamente para crianças e adolescentes dessa faixa etária.
Opinião
A ampliação da vacinação contra a dengue é uma medida crucial para proteger a saúde pública e deve ser acompanhada de perto para garantir a eficácia e a segurança dos imunizantes.





