O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou na última sexta-feira (19) o depoimento do ex-presidente Jair Bolsonaro no caso da arma de fogo encontrada com um dos seguranças dele. A investigação está sendo conduzida pela Polícia Civil do Distrito Federal.
A oitiva de Bolsonaro está marcada para terça-feira (23), às 15h, na residência do ex-presidente, onde ele cumpre prisão domiciliar. Essa decisão foi tomada após o pedido de autorização feito pelo delegado Thiago Boing, responsável pela investigação.
Apreensão da Arma
A arma em questão foi apreendida no dia 15 de outubro, às 23h30, durante uma blitz no Pistão Norte, em Taguatinga. O motorista de um Honda Civic foi abordado e se identificou como servidor do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI), afirmando que a arma pertencia a Bolsonaro. Durante a abordagem, um carregador sobressalente da pistola, modelo Glock 9 mm, também foi encontrado.
O motorista foi conduzido a uma delegacia, onde declarou que a arma lhe foi entregue devido a uma pane e que ele a retirou no próprio dia 15 para realizar reparos, com a intenção de devolvê-la no dia seguinte.
Além disso, a defesa de Bolsonaro reconheceu a propriedade da arma, afirmando que o ex-presidente não está proibido de mantê-la em casa e que a pistola foi deixada com o segurança para conserto.
Opinião
A situação levanta questões sobre a segurança de ex-presidentes e a responsabilidade em relação ao porte de armas, especialmente em contextos delicados como o de Bolsonaro.





