O Benefício de Prestação Continuada (BPC) alcançou um recorde histórico em 2024, com 83,06% de crianças e adolescentes, entre zero e 18 anos, matriculados na escola. Esse índice representa um avanço significativo na inclusão educacional de estudantes com deficiência, especialmente quando comparado ao início do Programa BPC na Escola, que foi iniciado em 2008.
Em 2008, apenas 21% dos beneficiários estavam matriculados. O índice cresceu para 65,3% em 2021, alcançando 78,92% em 2022, quando foram identificados 570.520 beneficiários com deficiência. Em 2023, o número de beneficiários subiu para 680.679, com 80,48% matriculados. Já em 2024, o total de beneficiários atingiu 870.093, com 83,06% matriculados.
Avanços e Desafios
O secretário nacional de Benefícios Assistenciais, Amarildo Baesso, enfatizou que esses resultados evidenciam o progresso na garantia do direito à educação para crianças e adolescentes beneficiários do BPC. “Nosso principal objetivo com esse estudo é acompanhar quantas crianças e adolescentes com deficiência que recebem o benefício estão frequentando a escola e quantas ainda estão fora dela”, afirmou Baesso.
O monitoramento anual dos dados é fundamental para fortalecer ações de inclusão e garantir o direito à educação. Os números foram obtidos através do Pareamento de Dados do Programa BPC na Escola, realizado pela Secretaria Nacional de Benefícios Assistenciais do MDS, em parceria com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e o Ministério da Educação (MEC).
Sobre o Programa BPC na Escola
O Programa BPC na Escola visa garantir que crianças e adolescentes com deficiência, beneficiários do BPC, tenham acesso e permaneçam na escola. A iniciativa é desenvolvida em colaboração entre a União, estados, municípios e o Distrito Federal, envolvendo a atuação integrada de diversos ministérios, como o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Ministério da Educação, Ministério da Saúde e Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania.
O programa também busca identificar e eliminar as barreiras que dificultam o acesso e a permanência de crianças e adolescentes com deficiência na educação, promovendo ações articuladas nas áreas de assistência social, educação, saúde e direitos humanos.
Opinião
Os avanços no índice de matrícula do BPC são um reflexo positivo das políticas públicas de inclusão, mas é essencial continuar monitorando e enfrentando os desafios que ainda persistem.






