O debate promovido pela Band no dia 16 de agosto de 2026 trouxe à tona uma intensa troca de acusações entre o atual governador Mateus Simões (PSD) e o ex-prefeito Alexandre Kalil (PDT). Durante o segundo bloco do evento, Simões acusou Kalil de usar dinheiro público para fretar aviões para viagens pessoais.
Kalil, por sua vez, retrucou chamando Simões de ‘pai da mentira’, questionando a credibilidade do governador em relação a casos de corrupção. “Mateus, está meio surreal, parece que somos nós cinco do governo. Quando fala em corrupção você passou batido”, afirmou Kalil, insinuando que Simões não estava sendo honesto sobre a situação.
Respondendo às acusações, Simões defendeu que todos os envolvidos em corrupção foram afastados de seu governo. Ele destacou que qualquer investigação contra membros do governo resulta em exoneração imediata. “Foi assim durante a questão das vacinas, com a operação rejeito”, disse Simões, ressaltando a importância de manter a integridade no governo de Minas Gerais.
O governador também mencionou irregularidades no governo de Kalil, incluindo o uso de dinheiro da prefeitura para fretar aviões. “Você falou que não tem corrupção em seu governo, eu mesmo fui autor de dois processos contra você”, disparou Simões, referindo-se a episódios em que Kalil foi acusado de nepotismo.
Kalil, por sua vez, negou as acusações e afirmou que não responde a processos de corrupção. “Esse caso de jogar é novidade absurda. Eu não respondo a nenhum processo de corrupção na minha vida”, defendeu-se, chamando as alegações de Simões de absurdas.
Além das acusações entre os dois candidatos, o debate também contou com intervenções de outros candidatos. O candidato Gabriel Azevedo (MDB) defendeu a revisão dos benefícios fiscais concedidos a empresas, afirmando que é necessário criar uma política justa para o cidadão. Enquanto isso, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) propôs acabar com a apreensão de veículos pelo IPVA, prometendo ações imediatas caso seja eleito.
Opinião
O debate entre Simões e Kalil evidenciou a polarização política em Minas Gerais, com acusações que refletem a tensão entre os candidatos e a necessidade de transparência na administração pública.





