O presidente Luiz Inácio Lula da Silva está enfrentando um momento delicado após a rejeição do seu indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF), o atual ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, em 29 de março de 2026. Essa rejeição, que ocorreu após um hiato de 132 anos, levou Lula a repensar sua estratégia para a indicação ao STF.
Lula está avaliando a possibilidade de submeter um novo nome ao Senado, que possua um perfil que seja mais difícil de ser recusado. Além disso, ele não descarta a ideia de reapresentar o nome de Messias em um futuro menos adverso, para garantir sua prerrogativa constitucional em escolher o ministro do STF. Lula não quer deixar essa vaga no STF para seu sucessor.
Os senadores não rejeitaram Messias com base em questões constitucionais, o que irritou Lula, que considera que houve desrespeito à sua escolha. Um de seus aliados, o senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), está entre os que defendem uma nova indicação ao Senado o quanto antes.
Nova Indicação e Pressão da Sociedade Civil
Um interlocutor de Lula sugere que o presidente pode dar um “xeque-mate” no Senado ao apresentar o nome de uma jurista negra, atendendo aos apelos da sociedade civil. O nome da ex-ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Edilene Lôbo, é um dos cogitados, assim como a juíza federal Adriana Cruz no Rio de Janeiro.
Além disso, o grupo de advogados Prerrogativas planeja solicitar um pronunciamento do STF sobre as nomeações, com o objetivo de esclarecer a prerrogativa presidencial na escolha de ministros. O advogado Marco Aurélio de Carvalho, coordenador do grupo, confirmou a intenção de protocolar uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) junto ao STF, buscando um “freio de arrumação” na questão.
Opinião
A situação atual revela a complexidade das articulações políticas em torno das nomeações para o STF e a pressão da sociedade civil por representatividade, desafiando Lula a encontrar um equilíbrio entre suas escolhas e as expectativas populares.





