O presidente Lula (PT) promulgou o Acordo sobre Comércio Eletrônico do Mercosul em 24 de agosto de 2026, estabelecendo que Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai não cobrarão tarifas aduaneiras entre si sobre transmissões eletrônicas. Este acordo é uma resposta à proposta dos Estados Unidos que foi bloqueada pelo governo brasileiro na Organização Mundial do Comércio (OMC) em março de 2026.
Detalhes do Acordo
O novo pacto permite a isenção de tarifas para softwares, arquivos digitais, e-books, música e vídeo. No entanto, a isenção não se aplica a mercadorias físicas compradas pela internet. Além disso, o acordo não abrange outros impostos ou taxas que não sejam alfandegárias, desde que estejam em conformidade com os padrões da OMC.
Implicações da Decisão
O governo brasileiro resistiu à ideia de uma isenção permanente e preferiu uma renovação a cada dois anos. Enquanto isso, os EUA firmaram um acordo semelhante com outros 18 países em paralelo, o que evidencia a divisão nas negociações comerciais internacionais.
Proteção ao Consumidor
O compromisso do acordo inclui a proteção dos consumidores contra práticas comerciais fraudulentas. Os países signatários devem adequar suas legislações para garantir essa proteção no comércio eletrônico, reforçando a importância da confiança no ambiente digital.
Opinião
A promulgação do acordo pelo governo Lula representa um passo importante para a integração digital no Mercosul, mas também levanta questões sobre a competitividade do Brasil frente a acordos globais.





