O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ironizou nesta terça-feira, 13 de outubro de 2026, a decisão do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de apoiar o fim da escala de trabalho 6×1, que prevê seis dias de serviço para um de descanso. Segundo Lula, a mudança de posição do PL ocorreu após a pressão da sociedade e as manifestações populares em defesa da redução da jornada.
A declaração foi feita durante um evento no Palácio do Planalto, no mesmo dia em que Flávio anunciou seu apoio à proposta, após visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre pena em regime domiciliar. A votação do fim da escala 6×1 está prevista para ocorrer em primeiro turno na quarta-feira, 14 de outubro de 2026.
Pressão Popular e Mudança de Posição
Lula destacou que a mudança de Flávio se deu após cobranças públicas sobre a posição do PL em relação ao fim da escala 6×1. O presidente havia mencionado que o partido não queria assumir o compromisso de aprovar a proposta. Flávio, por sua vez, afirmou que está “rodando o Brasil” e que “a maioria dos trabalhadores quer o fim da 6×1”.
“Vou votar a favor do fim da 6×1, mas a gente defende algo ainda melhor, sempre”, declarou o senador. Apesar de seu apoio, Flávio manteve críticas ao texto em discussão no Congresso, defendendo maior liberdade para trabalhadores e empregadores negociarem os horários.
Críticas ao Momento da Discussão
O coordenador de campanha de Flávio, o senador Rogério Marinho (PL-RN), criticou a discussão da PEC no atual momento eleitoral, afirmando que isso “não faz bem para o país”. Marinho articulava o adiamento da análise da proposta, ressaltando que a discussão sobre a jornada de trabalho representa um “processo de evolução”.
Opinião
A ironia de Lula reflete a tensão política em torno da proposta, evidenciando como a pressão popular pode influenciar decisões políticas, especialmente em períodos eleitorais.





