Política

Lula exige que INSS zere fila de benefícios até setembro e gera expectativa

Lula exige que INSS zere fila de benefícios até setembro e gera expectativa

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) deverá zerar a fila de espera para concessão de benefícios até setembro de 2026. A cobrança foi feita após a troca na presidência do órgão e resgata uma das promessas feitas pelo petista no início de seu terceiro mandato.

Durante um evento recente, Lula elogiou a nova presidente do INSS, Ana Cristina Viana Silveira, e declarou ter recebido dela o compromisso de eliminar a fila, que é considerada histórica pelos segurados. “Quero dar os parabéns à nova presidenta do INSS, que prometeu para mim que, até o mês de setembro, ela vai zerar a famosa fila do INSS de pessoas esperando o benefício”, disse o presidente.

Desafios e avanços no INSS

A meta do governo é reduzir a quantidade de requerimentos com mais de 45 dias de espera, critério adotado pelo Ministério da Previdência para definir o chamado “fim da fila”. Em média, o INSS recebe cerca de 1,3 milhão de novos pedidos de benefícios por mês. Atualmente, há 2,2 milhões de processos em análise, uma redução de 29% em relação a fevereiro, quando o número era de 3,1 milhões.

Entretanto, aproximadamente 528 mil pedidos aguardam ações dos próprios segurados, como o envio de documentos, o que representa mais de 20% do total da fila. O tempo médio de análise dos benefícios também apresentou uma queda significativa, passando de 59 dias em fevereiro para 40 dias em abril.

Consequências de fraudes

A situação do INSS tem sido considerada sensível pelo governo, especialmente com a proximidade das eleições. A demora na análise dos pedidos é uma das principais reclamações de aposentados, pensionistas e segurados que dependem dos benefícios previdenciários. Além disso, o instituto ainda enfrenta os reflexos do escândalo de fraudes revelado pela Polícia Federal, que resultou em um roubo de R$ 6,3 bilhões de aposentados e pensionistas entre 2019 e 2024. O caso levou ao afastamento e à demissão do então presidente do INSS, Alessandro Stefanutto.

Opinião

A pressão de Lula sobre o INSS reflete a urgência em resolver um problema que afeta milhões de brasileiros, mas a eficácia das medidas ainda precisa ser comprovada.