O comício do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 26 de setembro de 2026, na Zona Leste de São Paulo, trouxe à tona uma polêmica envolvendo a música ‘Nossa Senhora’, de Roberto Carlos e Erasmo Carlos. A canção, que é uma homenagem à padroeira do Brasil, foi executada antes da caminhada de Lula em São Miguel.
Esse evento ocorreu em meio a rumores sobre o candidato do PL à presidência, Flávio Bolsonaro, que foi associado a um suposto projeto para retirar o título de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil. Flávio Bolsonaro negou a existência de tal proposta, afirmando que não há planos nesse sentido.
A polêmica ganhou força após um comentário da jornalista Maria Cristina Fernandes na GloboNews em 24 de setembro, que mencionou uma reação de setores da Igreja Católica a um grupo de evangélicos que estaria movendo um projeto nesse sentido. A emissora se retratou e pediu desculpas, esclarecendo que o projeto foi apresentado em 2007 pelo então deputado Victório Galli, mas foi arquivado em 2008 e não tem relação com Flávio Bolsonaro.
Na sexta-feira, 25 de setembro, o vice-presidente Geraldo Alckmin defendeu as tradições religiosas em um vídeo, afirmando que seriam preservadas caso ele e Lula continuassem no governo. A primeira-dama Janja também se manifestou, postando uma foto de Lula segurando uma imagem de Nossa Senhora Aparecida, com a legenda: ‘Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, olhai por nós!’
Com a repercussão, o caso chegou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), onde o ministro André Mendonça determinou a remoção de publicações que tratavam como verdadeira a informação de que Flávio Bolsonaro pretendia retirar o título de Nossa Senhora Aparecida.
Opinião
A situação revela como questões religiosas podem ser instrumentalizadas em campanhas eleitorais, gerando tensões e desinformação.





