José Sérgio Gabrielli, escolhido por Lula para coordenar seu programa de governo na campanha à reeleição, sinaliza uma continuidade do viés desenvolvimentista do PT. Aos 77 anos, Gabrielli retorna ao centro da estratégia eleitoral petista, defendendo maior protagonismo do Estado na economia.
Retorno ao centro da estratégia petista
Gabrielli, ex-presidente da Petrobras, presidiu a estatal durante sua maior expansão e é um dos principais quadros históricos do PT na Bahia. Sua escolha indica que, em caso de vitória, Lula pretende manter uma agenda econômica que já foi considerada ‘fracassada’ por economistas.
Críticas à estratégia econômica
Economistas como Cleveland Prates, da FGV-SP, criticam a escolha de Gabrielli, afirmando que a visão de que gasto público gera crescimento não se sustentou em lugar algum do mundo. A defesa de um maior protagonismo do Estado e a continuidade do aumento dos gastos públicos, segundo eles, beira à maluquice.
Modelo econômico controverso
A estratégia de Gabrielli remete à Nova Matriz Econômica de Dilma Rousseff, associada à deterioração das contas públicas e à recessão de 2015 e 2016. O presidente do Instituto Liberal de São Paulo, Marcelo Farias, ressalta que o modelo defendido por Gabrielli reforça a ideia de que o Estado deve controlar a economia, o que pode levar a um aprofundamento da crise econômica.
Gabrielli e a Petrobras
Durante sua gestão na Petrobras, a compra da refinaria de Pasadena custou mais de US$ 1 bilhão à estatal, e sua administração foi associada à Operação Lava Jato, que revelou um esquema de corrupção envolvendo a empresa. Embora nunca tenha sido condenado, seu nome voltou ao centro do debate político.
Reações do mercado financeiro
As declarações de Gabrielli geraram reações no mercado financeiro, especialmente sua defesa de mecanismos para controlar a volatilidade cambial. O presidente do PT, Edinho Silva, tentou minimizar a situação, afirmando que as posições de Gabrielli são apenas contribuições ao debate interno e não refletem a posição oficial da campanha.
Opinião
A escolha de José Sérgio Gabrielli por Lula revela um alinhamento com políticas que já foram testadas e criticadas, levantando preocupações sobre a direção econômica do país em uma possível nova gestão petista.





