O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, reagiu à tentativa de Flávio Bolsonaro de solicitar aos Estados Unidos o adiamento da aplicação de novas tarifas de 25% sobre produtos brasileiros. Em declaração feita em 02/07/2026, Lula chamou Flávio de “traidor da pátria” e criticou sua postura subserviente ao país estrangeiro.
Segundo Lula, o pedido de Flávio é uma atitude de traição, afirmando que “nunca houve e não há qualquer justificativa para tarifaço agora ou depois”. O presidente atribuiu a responsabilidade pela aplicação das tarifas à família Bolsonaro, destacando a necessidade de o Brasil negociar de igual para igual com outras nações.
Pedido de adiamento e críticas
Flávio Bolsonaro, por sua vez, enviou um documento ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) pedindo que as tarifas sejam adiadas por 180 dias. Ele argumentou que a aplicação das tarifas antes das eleições presidenciais poderia fortalecer politicamente Lula, um ponto que foi rechaçado pelo presidente.
O parlamentar sustentou que as tarifas anteriores não produziram os resultados esperados e que não mudariam a postura das autoridades brasileiras. Ele também mencionou que as sanções comerciais acabaram sendo utilizadas pelo governo como um discurso de defesa da soberania nacional.
Reações políticas
O vice-líder do governo na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (PT-RJ), também criticou Flávio, afirmando que seu pedido é apenas um cálculo eleitoral e não uma defesa do Brasil. Lindbergh destacou que a pressão tarifária dos EUA tem fortalecido a posição eleitoral do atual governo.
Opinião
A tensão entre Lula e Flávio Bolsonaro evidencia o embate político em um momento crucial para o Brasil, onde as tarifas e a economia se tornam temas centrais nas discussões eleitorais.





