A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva está adotando uma estratégia de distanciamento do ministro Alexandre de Moraes e pretende usar a crise no Supremo Tribunal Federal (STF) para reforçar seu discurso em defesa das investigações sobre corrupção. Fontes próximas a Lula afirmam que a equipe do presidente quer se posicionar como contrária ao atual sistema de proteção a figuras poderosas.
Curiosamente, entre todos os presidenciáveis, Lula foi o único que ainda não se pronunciou sobre a crise do STF. A expectativa é de que ele não aborde o tema tão cedo, e a reunião entre ele, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e o advogado Cristiano Zanin será completamente omitida, reforçando a ideia de afastamento de Moraes.
“Não temos nada com isso, fomos nós que levamos às investigações”, declarou uma fonte próxima a Lula, que preferiu não ser identificada. O objetivo é desviar a atenção da crise envolvendo Moraes e tentar desgastar a candidatura de Flávio Bolsonaro, especialmente em relação às contribuições do Master ao filme Dark Horse.
Crise de imagem do STF
A crise de imagem do STF se intensificou após a quebra de sigilo de mensagens de Daniel Vorcaro, que envolvem Moraes. Em resposta, lideranças do PT têm usado suas redes sociais para criticar o sistema de corrupção e privilégios. O presidente do partido, Edinho Silva, afirmou que “ninguém está acima da lei” e que a população não suporta mais essa situação.
Edinho também defendeu a necessidade de acabar com as emendas parlamentares, implementar um código de ética para o Judiciário e o Ministério Público, e promover total transparência nos gastos públicos.
Opinião
A estratégia de Lula de se distanciar de Moraes pode ser uma tentativa de fortalecer sua imagem em um cenário político conturbado, mas a eficácia dessa abordagem ainda precisa ser avaliada.





