Luiz Phillipi Machado de Moraes Morão, conhecido como Felipe Mourão, tentou se matar enquanto estava sob custódia da Polícia Federal (PF) na Superintendência Regional da Polícia Federal em Minas Gerais. O incidente ocorreu durante a Operação Compliance Zero 3, que investiga ações de vigilância e ameaças ligadas ao banqueiro Daniel Vorcaro.
A PF emitiu uma nota informando que Mourão foi prontamente atendido após o incidente, mas não forneceu detalhes sobre como ele atentou contra sua própria vida. O empresário Daniel Vorcaro é acusado de financiar uma milícia privada, destinando R$ 1 milhão por mês para suas atividades, que incluem monitoramento de pessoas e coleta de informações.
De acordo com as investigações, Mourão, que é considerado um sicário, e o policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva foram contratados por Vorcaro para executar ações que visavam intimidar e coletar dados de testemunhas e jornalistas. O grupo mantinha um WhatsApp chamado “a turma”, onde coordenavam suas ações.
A Polícia Federal também revelou que o número de alvos monitorados pode ultrapassar 20, o que aumenta a gravidade das acusações contra o grupo. Após o incidente, a PF prestou socorro imediato a Mourão e comunicou o ocorrido ao gabinete do ministro relator no Supremo Tribunal Federal, além de abrir um procedimento apuratório para esclarecer as circunstâncias do fato.
Opinião
O caso de Luiz Mourão destaca a gravidade das operações de milícias privadas e a necessidade de um rigoroso controle sobre essas práticas ilícitas.






