Economia

Light registra prejuízo de R$ 252 milhões no 2º trimestre e debate ICMS no STF

Light registra prejuízo de R$ 252 milhões no 2º trimestre e debate ICMS no STF

A Light reportou um prejuízo líquido de R$ 252,2 milhões no segundo trimestre de 2026, um valor quase cinco vezes superior ao prejuízo de R$ 51,4 milhões registrado no mesmo período de 2025. O resultado negativo foi impactado por efeitos não recorrentes relacionados ao Refis e à baixa de ativos, devido à renovação da concessão.

No trimestre, a companhia reconheceu a adesão ao programa especial de parcelamento de créditos tributários (Refis), que inclui uma antiga discussão sobre a incidência de ICMS sobre subvenção econômica e descontos para algumas classes de consumidores. A Light poderá cobrar a contrapartida desses valores, conforme a regulamentação vigente.

Resultados financeiros e operacionais

Entre abril e junho, a receita líquida da Light totalizou R$ 3,79 bilhões, apresentando uma alta anual de 9,8%. As despesas operacionais atingiram R$ 750 milhões no trimestre, um aumento de 10,1% em relação ao ano anterior. O Ebitda ajustado foi de R$ 599 milhões, com crescimento de 82,3% ao ano.

O resultado financeiro líquido ficou negativo em R$ 327 milhões, muito acima dos R$ 21 milhões negativos reportados no segundo trimestre de 2025. Apesar disso, a Light teve ganhos tributários de R$ 142,6 milhões, revertendo os encargos de R$ 127,9 milhões do mesmo período do ano anterior.

Dívida e expectativas futuras

Ao final de junho, a dívida líquida da Light era de R$ 7,27 bilhões, inferior à dívida de R$ 8,38 bilhões do final de março. A alavancagem financeira passou de 3,69 vezes para 2,85 vezes.

A companhia também destacou que a questão da incidência de ICMS sobre subvenção está sendo discutida no Supremo Tribunal Federal (STF). O resultado parcial da votação está favorável à tese de não incidência, e a Light espera um desfecho positivo que pode levar à reversão da maioria dos montantes passivos e ativos relacionados.

Opinião

A situação financeira da Light reflete a complexidade do cenário tributário brasileiro e a importância de um desfecho favorável no STF para a recuperação da empresa.