Leopoldo Luque, o neurocirurgião que atendia Diego Maradona, declarou-se inocente no início do novo julgamento pela morte do ídolo argentino. O julgamento começou em 14 de novembro de 2023 e Luque, junto a outros seis profissionais de saúde, é acusado de homicídio com dolo eventual, que implica em consciência das ações que poderiam levar à morte.
Maradona faleceu em 25 de novembro de 2020, em decorrência de uma crise cardiorrespiratória e um edema pulmonar. Luque, que chefiava a equipe médica responsável pela saúde do astro, lamentou a morte e questionou os resultados da autópsia, especialmente no que diz respeito ao peso do coração de Maradona.
O médico, que solicitou depor de forma inesperada, motivou a suspensão de outras testemunhas convocadas, incluindo a filha de Maradona, Gianinna, por decisão do Ministério Público. Luque, que enfrenta uma pena de até 25 anos de prisão, rejeitou a ideia de que Maradona tenha sofrido 12 horas de agonia antes de sua morte e afirmou: “Estou completamente seguro de que isso não aconteceu”.
Além disso, ele questionou o procedimento de reanimação realizado após a morte do ídolo, ressaltando que não foi ele quem operou Maradona em 2007 e que, desde então, o paciente não recebeu mais medicamentos cardíacos. Luque enfatizou: “Não venho dizer o que acho, venho dizer o que está escrito”.
Opinião
A busca por justiça no caso de Maradona continua, e o novo julgamento promete trazer à tona questões importantes sobre a responsabilidade médica e a vida do ídolo argentino.





