O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, confirmou que os pedidos para ampliar o horário de votação em localidades que enfrentaram dificuldades no transporte de eleitores serão analisados. Durante uma entrevista coletiva na sede do TSE, em Brasília, Nunes Marques afirmou que a demanda já existe e será avaliada ‘no tempo certo’.
Os problemas de transporte foram notados em várias cidades, incluindo São Paulo, Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas. Em Salvador, o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) constatou que menos de 50% da frota de ônibus estava em circulação, o que gerou preocupação entre os eleitores.
Como resultado, o presidente do TRE-BA, desembargador Maurício Kertzman Szporer, determinou a prisão do secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza. A prefeitura de Salvador justificou que os ônibus estavam retidos para a retirada de adesivos do PT, que foram colados na véspera da votação.
A federação Brasil da Esperança (Fé Brasil), que apoia o presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva, fez um pedido ao TSE para que o horário de votação fosse estendido até as 19h nessas localidades. O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, garantiu que os eleitores que estivessem nas seções eleitorais às 17h, horário oficial de encerramento da votação, teriam o direito de votar, mesmo que estivessem na fila ou nas vias de acesso, por meio da distribuição de senhas.
De acordo com as regras eleitorais do TSE e uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), a circulação de 100% da frota de ônibus é obrigatória no dia da votação. Neste domingo, mais de 158,7 milhões de eleitores estavam aptos a votar para presidente no segundo turno.
Opinião
A situação do transporte em dias de votação é crítica e exige atenção imediata das autoridades para garantir que todos os eleitores possam exercer seu direito de voto sem impedimentos.





