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Julho das Pretas: Mulheres Negras Marcham em Todo o Brasil por Direitos e Justiça

Julho das Pretas: Mulheres Negras Marcham em Todo o Brasil por Direitos e Justiça

O mês de julho é marcado por ações significativas contra o racismo e pela luta dos direitos das mulheres negras em todo o Brasil, culminando no Julho das Pretas. A data mais emblemática, o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana, é celebrado em 25 de julho, e neste ano, manifestações ocorreram em várias cidades.

Marchas em Pernambuco e Belém

A Marcha das Mulheres Negras de Pernambuco deu início às atividades no dia 24 de julho, em Recife. As participantes se reuniram no parque Treze de Maio e marcharam até o Pátio do Carmo, levantando bandeiras sobre a sub-representação das mulheres negras em espaços de poder.

No dia seguinte, em Belém (PA), a marcha celebrou sua 11ª edição na Praça da República, um local com forte simbolismo, erguido sobre um antigo cemitério de pessoas escravizadas. O tema deste ano, “Ancestralidade, um projeto de futuro que se faz agora“, convida à reflexão sobre direitos humanos e a importância do voto.

Atividades em Salvador e Belo Horizonte

Em Salvador (BA), a marcha, organizada pelo Odara – Instituto da Mulher Negra, foi um momento de celebração e força. A integrante Beatriz Souza destacou o aumento da participação a cada edição, simbolizando a busca por um novo mundo de igualdade e justiça.

Além disso, em Belo Horizonte (MG), a marcha homenageou os 12 anos da Associação de Trabalhadoras Domésticas Tereza de Benguela, que defende os direitos de uma categoria majoritariamente composta por mulheres negras.

Um Mês de Mobilização

O Julho das Pretas conta com quase 700 atividades programadas em 23 estados e no Distrito Federal, com a participação de mais de 290 coletivos. Essas ações têm como foco a reparação histórica e a construção de um modelo de sociedade que valoriza a ancestralidade e a coletividade.

Opinião

As mobilizações do Julho das Pretas reafirmam a força das mulheres negras na luta por direitos e justiça social, destacando a importância de suas vozes na construção de um futuro mais igualitário.