Em um encontro realizado em 25 de setembro de 2023, a Comissão de Saúde de Joinville se reuniu para discutir as políticas públicas voltadas para pacientes com fibromialgia, em alusão ao Dia Mundial de Conscientização e Enfrentamento da Fibromialgia. O evento contou com a participação de representantes da Secretaria de Saúde, associações e pacientes, que abordaram os avanços e os desafios enfrentados no atendimento.
Demandas e Críticas
Durante o encontro, as associações expressaram preocupações sobre a efetividade das leis vigentes. A Associação Nacional de Fibromiálgicos (Anfibro), representada por Flávia Mesquita, criticou o que considerou “abandono” e “desorganização assistencial”, destacando que a Lei Federal 15.176/2025 ainda não é plenamente aplicada em Joinville. Flávia também mencionou a falta de capacitação profissional, com muitos atendentes da rede básica sem conhecimento adequado sobre a condição.
Centro de Dor e Práticas Integrativas
O representante da Associação Catarinense de Portadores de Fibromialgia, Adilson Silva, defendeu a criação de um Centro de Dor em Joinville, enfatizando a importância de centralizar o tratamento para aqueles que convivem com dores diárias. Ele sugeriu a busca de recursos federais e estaduais para viabilizar o projeto. Atualmente, Joinville registra 4.043 usuários diagnosticados com fibromialgia, com 809 novos casos somente em 2025.
Avanços e Desafios no Atendimento
A Secretaria de Saúde apresentou dados sobre o atendimento, incluindo a publicação da Linha de Cuidado em 2023 e a instituição das Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (Pics) em 22 unidades de saúde, que oferecem modalidades como acupuntura e meditação. Contudo, a cobertura das Pics ainda não é total, e a capacitação profissional está prevista para o segundo semestre de 2026.
Longas Filas e Próximos Passos
Com longas filas para especialistas que podem ultrapassar dois anos, a Comissão de Saúde decidiu investigar formalmente e planejar um Centro de Tratamento da Dor. O vereador Pastor Ascendino Batista (PSD), presidente da comissão, propôs que Joinville busque inspiração no modelo de Criciúma, que possui um ambulatório mantido pela Prefeitura e a Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc). A comissão irá deliberar sobre um plano de ação para a implementação do centro e a melhoria dos fluxos de atendimento nos próximos encontros.
Opinião
A discussão sobre o atendimento aos pacientes com fibromialgia em Joinville evidencia a necessidade urgente de ações efetivas e a aplicação das leis já existentes, garantindo qualidade de vida a quem sofre com essa condição.





