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João Jazbik Neto continua preso enquanto investigação de feminicídio avança

João Jazbik Neto continua preso enquanto investigação de feminicídio avança

A Justiça de Mato Grosso do Sul decidiu manter o cardiologista João Jazbik Neto preso, enquanto ele é investigado pela morte da esposa, a fisioterapeuta Fabíola Marcotti. Fabíola foi encontrada morta com um tiro na cabeça em uma chácara localizada na região da Chácara dos Poderes, em Campo Grande.

Durante uma audiência de custódia realizada no dia 20 de setembro, o juiz converteu a prisão em flagrante do médico em prisão preventiva. Jazbik Neto havia sido autuado por posse irregular de arma de fogo e por fraude processual. Essa decisão ocorre enquanto a Polícia Civil aprofunda as investigações sobre as circunstâncias da morte de Fabíola.

Investigação de feminicídio em andamento

Inicialmente, o caso foi tratado como um possível suicídio. No entanto, inconsistências nos depoimentos e elementos encontrados pela perícia levaram à abertura de um inquérito complementar para investigar um eventual feminicídio. O próprio médico foi quem acionou a Polícia Civil, informando que havia encontrado a esposa sem vida dentro da propriedade onde o casal residia.

Contudo, durante as oitivas, policiais identificaram discrepâncias entre a versão apresentada por João Jazbik Neto e os relatos de outras testemunhas que estavam presentes no local. Além disso, a lesão encontrada na cabeça de Fabíola não seria compatível com a dinâmica narrada pelo médico, conforme informou o delegado da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), Leandro Santiago.

As investigações também revelaram que, após a morte de Fabíola, Jazbik Neto teria ordenado que um caseiro e um ex-funcionário removesse um armário contendo armas e munições para outro imóvel dentro da chácara, o que foi enquadrado como fraude processual.

A Polícia Civil instaurou um procedimento separado para investigar, sob a perspectiva de gênero, se Fabíola Marcotti foi vítima de feminicídio. A defesa de João Jazbik Neto nega qualquer envolvimento do médico na morte da esposa e contesta a hipótese de feminicídio, avaliando medidas judiciais para tentar reverter a prisão preventiva.

Opinião

A gravidade das acusações e as inconsistências nos depoimentos levantam questões importantes sobre a necessidade de uma investigação minuciosa e imparcial, garantindo justiça para a vítima e seus familiares.