A Polícia Federal (PF) está investigando o envio de uma emenda parlamentar de Flávio Bolsonaro para a ONG Ifop, que é suspeita de ter ligações com os irmãos Chiquinho e Domingos Brazão, ambos condenados pelo assassinato da vereadora Marielle Franco.
A emenda, no valor de R$ 199 mil, foi enviada em 29 de dezembro de 2023 e entrou no foco da PF após a apreensão do celular de Robson Calixto, ex-assessor de Domingos Brazão, durante uma investigação relacionada ao caso Marielle. O celular foi periciado em 2024, revelando mensagens que indicam repasses de emendas parlamentares que atenderiam aos interesses dos Brazão.
Após a análise do material, a PF enviou as descobertas ao Supremo Tribunal Federal, que autorizou a abertura de uma investigação sobre possíveis desvios de verbas públicas. No celular de Calixto, foram encontradas referências a emendas de outros parlamentares também.
Em relação à emenda de Flávio Bolsonaro, foi identificado que Calixto teve contato com uma assessora do senador em outubro de 2023, quando ele enviou um ofício. A ONG Ifop recebeu apenas três emendas desde 2023, sendo uma delas de R$ 1,5 milhão de Chiquinho Brazão e outra de R$ 299 mil da deputada Chris Tonieto.
A assessoria de Flávio Bolsonaro declarou que não cabe ao parlamentar auditar os projetos e destacou que a emenda tinha como objetivo apoiar um projeto voltado a crianças em situação de vulnerabilidade. A nota ainda informa que parte dos valores da emenda foi devolvida, totalizando mais de R$ 5 mil.
Opinião
A situação levanta questões sobre a responsabilidade dos parlamentares na destinação de emendas e a necessidade de maior transparência nas relações entre políticos e ONGs.





