O senador Jaques Wagner (PT-BA) desdenhou da nona fase da Operação Compliance Zero, realizada em 18/06/2026, que incluiu busca e apreensão em seus endereços e de familiares. Wagner, que foi o senador mais votado da Bahia em 2018, afirmou que já enfrentou situações semelhantes e saiu fortalecido.
Em entrevista à Band, ele lembrou que, em 2018, também foi alvo de uma operação e, mesmo assim, manteve sua candidatura e conquistou o recorde de votos. “A Bahia é terra de muro baixo. Minha candidatura se mantém”, declarou.
Investigações e Suspeitas
A Operação Cartão Vermelho, que Wagner mencionou, investigou superfaturamentos em contratos do Estádio Arena Fonte Nova, em Salvador, com possíveis irregularidades que totalizavam R$ 82 milhões. Embora tenha sido indiciado, o processo foi arquivado em 2025 por falta de provas.
Recentemente, a PF incluiu Wagner entre os alvos de investigações sobre um suposto esquema de fraudes financeiras, atribuído ao empresário Daniel Vorcaro. As suspeitas envolvem um apartamento de luxo e repasses de aproximadamente R$ 3 milhões através de empresas ligadas a familiares de Wagner.
Apoio de Lula
O senador também revelou ter recebido uma ligação de solidariedade do presidente Lula e enfatizou que a possibilidade de deixar sua posição como líder do governo no Senado é baixa, devido à sua relação antiga e profunda com o presidente. “Lula teve problema mais grave, foi preso e depois solto e acabou presidente de novo”, comentou.
Opinião
A situação de Jaques Wagner evidencia as complexidades da política brasileira, onde investigações e apoio político podem se entrelaçar de maneiras inesperadas.





