A Irna, agência de notícias oficial da República Islâmica do Irã, anunciou no dia 18 de outubro que o controle sobre o Estreito de Ormuz foi restaurado, agora sob uma supervisão reforçada das Forças Armadas do Irã. O tenente-coronel Ebrahim Zolfaghari, porta-voz do Quartel-General Central Khatam al-Anbiya, destacou que o estreito, fundamental para a navegação, está “sob estrita gestão e controle das Forças Armadas”.
O Estreito de Ormuz é crucial, pois cerca de 20% da produção de petróleo mundial passa por essa rota. Zolfaghari mencionou que o Irã havia concordado, em um gesto de boa fé, em permitir a passagem controlada de um número limitado de petroleiros e embarcações comerciais. No entanto, ele acusou os Estados Unidos de “violar repetidamente os compromissos” estabelecidos, praticando o que classificou como “pirataria e roubo marítimo” sob o bloqueio naval.
Com a continuidade do bloqueio dos EUA, a Agência Tasnim, ligada ao Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (CGRI), já havia advertido que o estreito poderia ser fechado novamente, o que afetaria gravemente a comercialização de petróleo. Para os iranianos, a presença dos navios estadunidenses na região é uma violação do acordo de cessar-fogo.
No dia 16 de outubro, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou um acordo de cessar-fogo entre Líbano e Israel, que teria duração de dez dias. Essa trégua era uma das exigências do Irã para a continuidade das negociações. Em um comunicado divulgado em 17 de outubro, a Força Naval do IRGC informou que uma nova ordem passaria a reger o estreito, em referência ao cessar-fogo.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, confirmou que a navegação pelo Estreito de Ormuz estaria completamente aberta durante o restante do cessar-fogo, assegurando que “a passagem de todas as embarcações comerciais pelo estreito está declarada totalmente aberta durante o período restante do cessar-fogo”.
Opinião
A situação no Estreito de Ormuz continua tensa, refletindo as complexas dinâmicas geopolíticas da região e as relações conturbadas entre o Irã e os EUA.





