A exigência de exame toxicológico para candidatos à primeira habilitação nas categorias A e B recebeu apoio de 86% dos entrevistados em uma pesquisa realizada pelo Instituto Ipsos-Ipec. A pesquisa, encomendada pela Associação Brasileira de Toxicologia (ABTox), ouviu 2 mil pessoas em 129 municípios do Brasil.
Resultados da Pesquisa
Os resultados, divulgados na última sexta-feira (24), mostram que a maioria dos entrevistados se declarou favorável à exigência do exame em todas as regiões do país. O exame foi incluído no Código de Trânsito Brasileiro pela Lei nº 15.153/2025, sancionada em 10 de dezembro de 2025.
Desde 2015, o exame já é exigido para motoristas profissionais das categorias C, D e E. A pesquisa também revelou que 68% dos entrevistados acreditam que a aplicação do exame ajuda a combater o tráfico de drogas e 69% acreditam que reduz a violência doméstica.
Ministério dos Transportes e Regulamentação
O Ministério dos Transportes está avaliando a implementação do exame, que está em fase de estudo. A regulamentação do exame está sendo analisada na Câmara Temática de Saúde para o Trânsito (CTST), e a Senatran conduz a análise dos impactos regulatórios e adequações necessárias.
O ministério informou que, até a conclusão dos estudos, a orientação é que os Detrans estaduais não exijam o exame toxicológico para a primeira habilitação nas categorias A e B, buscando assegurar a padronização nacional dos procedimentos.
Opinião
A necessidade de um exame toxicológico para a obtenção da CNH A e B é uma medida que pode contribuir significativamente para a segurança no trânsito, e o apoio da população indica uma preocupação crescente com a responsabilidade dos motoristas.





