Pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) em Campo Grande poderão realizar 624 procedimentos em uma unidade particular, graças ao programa federal “Agora Tem Especialistas”. O atendimento será realizado no Instituto da Visão de MS com um investimento de R$ 715,9 mil para Mato Grosso do Sul.
Desse total, 458 procedimentos serão realizados por meio das Ofertas de Cuidados Integrados (OCI), enquanto 168 procedimentos cirúrgicos estão previstos. Essa estratégia utiliza a estrutura de hospitais privados e filantrópicos para ampliar a oferta de atendimento aos pacientes da rede pública.
Modelo de Atendimento
Pelo modelo, as instituições participantes realizam os procedimentos para pacientes do SUS e recebem créditos financeiros que podem ser utilizados para o abatimento de tributos federais. As OCI reúnem consultas, exames e diagnósticos relacionados a uma mesma especialidade em um único atendimento, visando reduzir a necessidade de o paciente passar por diferentes unidades até concluir a investigação e o tratamento.
Contratos e Procedimentos
Em todo o país, o programa já formalizou contratos com 259 instituições privadas e filantrópicas de 21 estados, prevendo a realização de mais de 600 mil procedimentos gratuitos, entre consultas, exames e cirurgias, com R$ 1 bilhão em créditos financeiros. Os atendimentos incluem áreas como oftalmologia, cardiologia, ortopedia, oncologia, ginecologia e otorrinolaringologia, com a oftalmologia concentrando a maior previsão nacional, com 170 mil procedimentos por ano.
Produção Validada
Segundo o Ministério da Saúde, 23 estabelecimentos participantes já tiveram produção validada, totalizando 6,2 mil procedimentos realizados para 7,2 mil pacientes. Esses atendimentos representam R$ 26 milhões em produção já validada. O programa também passou a contemplar a Terapia Renal Substitutiva (TRS), com 136 instituições vinculadas e R$ 350 milhões destinados aos contratos, prevendo atendimento contínuo para cerca de 40 mil pacientes por mês.
Opinião
A ampliação do atendimento do SUS por meio de instituições privadas representa um avanço significativo na saúde pública, mas é crucial monitorar a qualidade e a eficácia desses serviços.





