Santa Catarina

IMPCG destina R$2,4 milhões para suporte jurídico após escândalo do Banco Master

IMPCG destina R$2,4 milhões para suporte jurídico após escândalo do Banco Master

O Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande (IMPCG) anunciou a previsão de utilização de R$2,4 milhões em suporte contábil e jurídico, conforme publicação no Diário Oficial (Diogrande). Essa decisão ocorre após a liquidação extrajudicial do Banco Master em novembro de 2022, que gerou um rombo financeiro significativo para o instituto, ligado ao nome de Daniel Vorcaro.

Contratação de Serviços Especializados

O acordo assinado pelo atual responsável pelo IMPCG, Marcos Cesar Malaquias Tabosa, prevê a contratação de um consórcio de empresas que inclui uma empresa de serviços previdenciários, um escritório de advocacia e uma empresa de contabilidade. O objetivo é a execução de serviços técnicos para a operacionalização do passivo previdenciário dos municípios consorciados.

Justificativa para a Contratação

O IMPCG justificou a necessidade desses serviços devido à ausência de uma solução tecnológica integrada que atenda a todas as demandas operacionais e regulatórias. Tabosa destacou que a contratação é estratégica para modernizar a gestão previdenciária e mitigar riscos operacionais e financeiros, além de melhorar a rastreabilidade e a eficiência administrativa.

Contexto Financeiro e Críticas

O IMPCG é considerado deficitário e enfrenta um rombo milionário, exigindo constantes aportes do Poder Público para garantir o pagamento a aposentados e pensionistas. O instituto também havia investido R$3,7 milhões no Banco Master, mesmo diante de críticas de sindicalistas que alertavam sobre os riscos das aplicações financeiras. A taxa de juros dos empréstimos consignados oferecidos pelo banco é de 4,5%, significativamente superior à média do mercado.

Repercussões e Próximos Passos

A liquidação extrajudicial do Banco Master deixou um legado de desconfiança e questionamentos sobre a gestão do IMPCG. A ex-chefe do instituto, Camilla Nascimento, que ocupou o cargo até março de 2024, foi alvo de questionamentos sobre as decisões financeiras tomadas durante sua gestão. Em resposta, ela reafirmou a legalidade e transparência de suas ações, embora tenha encerrado uma coletiva sob a alegação de compromissos.

Opinião

A situação do IMPCG e o escândalo do Banco Master revelam a necessidade urgente de uma gestão mais rigorosa e transparente nas aplicações financeiras de fundos de pensão, visando proteger os interesses dos servidores públicos.