Economia

Iguatemi revela lucro de R$ 135 milhões, mas queda de 35,4% preocupa investidores

Iguatemi revela lucro de R$ 135 milhões, mas queda de 35,4% preocupa investidores

A Iguatemi apresentou um lucro líquido de R$ 135 milhões no segundo trimestre de 2026, representando uma queda anual de 35,4%. No mesmo período, as receitas da companhia somaram R$ 389,2 milhões, um recuo de 1,2% em comparação ao ano anterior.

A comparação entre os resultados do segundo trimestre de 2026 e o mesmo período de 2025 foi afetada por efeitos não recorrentes relacionados às movimentações de portfólio realizadas naquele trimestre. A receita bruta da Iguatemi no trimestre encerrado em junho alcançou R$ 437,2 milhões, uma redução de 3,9% em relação ao mesmo período de 2025.

O desempenho foi puxado, principalmente, pela redução de 9,6% no faturamento bruto de aluguel, que atingiu R$ 275,3 milhões. A linha de custos de aluguéis e serviços foi de R$ 73 milhões no período, apresentando um aumento de 0,9% em comparação ao mesmo período de 2025, devido ao aumento dos custos do varejo.

No segundo trimestre, as vendas totais do portfólio Iguatemi totalizaram R$ 6,6 bilhões, um crescimento de 4,6% em um ano, impulsionado por um trimestre atipicamente marcado pela Copa do Mundo Fifa 2026 e pelo descasamento de calendário da Páscoa.

O resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) somou R$ 286,5 milhões, uma queda de 33,8% em um ano, com a margem Ebitda caindo de 109,9% para 73,6%.

O resultado financeiro líquido da Iguatemi ficou negativo em R$ 79,4 milhões no segundo trimestre, uma melhora de 53,7% em um ano, impactado principalmente pela atualização de valores de contas a receber e ajustes relacionados a terrenos e operações de fusões e aquisições.

Ao final de junho, a dívida líquida da companhia era de R$ 2,14 bilhões, com uma alta de 12% sobre a dívida registrada no fim de março. A alavancagem da companhia, medida pela relação da dívida líquida sobre o Ebitda ajustado, ficou em 1,62 vez.

Opinião

A queda no lucro da Iguatemi acende um sinal de alerta para investidores, que devem acompanhar de perto os próximos passos da empresa e suas estratégias para recuperação.