Economia

IBGE revela que taxa de desemprego cai para 5,3%, mas renda média recua

IBGE revela que taxa de desemprego cai para 5,3%, mas renda média recua

A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,3% no trimestre encerrado em julho de 2026, atingindo o menor nível para o mês desde 2012, conforme dados divulgados pelo IBGE. Apesar dessa queda, o rendimento médio do trabalhador recuou 0,7%, ficando em R$ 3.762, o que indica uma possível estagnação na recuperação da renda.

O relatório do IBGE mostra que, embora o número de empregos tenha crescido, o rendimento médio ficou praticamente estável. O índice de desemprego veio dentro das expectativas do mercado e confirma a manutenção de níveis historicamente baixos. Em um ano, 899 mil pessoas foram incorporadas à população ocupada, totalizando 103,3 milhões de trabalhadores, o maior número já registrado.

Dados do Mercado de Trabalho

Na comparação com o trimestre encerrado em abril, o Brasil ganhou 1 milhão de ocupados, representando um aumento de 1%. O número de desempregados caiu para 5,8 milhões, uma redução de 503 mil pessoas, ou 8%, em relação ao trimestre anterior. Analisando o cenário anual, o recuo foi de 299 mil desempregados, o que equivale a uma queda de 4,9%.

O rendimento real habitual de todos os trabalhos também apresentou uma leve queda de 0,7% entre os trimestres, embora ainda registre uma alta de 3,3% na comparação com julho do ano anterior.

Crescimento na Construção Civil

A construção civil foi um dos setores que mais contribuiu para o aumento do emprego, com 371 mil novos trabalhadores em relação ao trimestre anterior. Esse crescimento incluiu profissionais como pedreiros e auxiliares de obras, que normalmente recebem salários mais baixos. Segundo William Kratochwill, analista da Pnad Contínua, pode haver uma absorção dessa mão-de-obra de menor custo.

Expectativas Futuras

Os dados apontam para um mercado de trabalho ainda aquecido, mas com sinais de desaceleração. Especialistas alertam que a estabilização do desemprego em níveis baixos pode preceder uma piora no segundo semestre. A expectativa de crescimento da economia é modesta, com analistas do Banco Central prevendo um aumento de apenas 1,9% para este ano, comparado aos 2,3% de 2025.

Opinião

Os números refletem uma realidade complexa: enquanto o desemprego diminui, a estagnação da renda média pode indicar desafios futuros para a recuperação econômica do país.