Divulgado nesta terça-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de julho em Campo Grande ficou abaixo da média nacional, indicando estabilidade de preços para a Cidade Morena no mês de abertura do segundo semestre de 2026. O desempenho geral deste ano mostra que a cidade saiu da maior inflação do País para o menor índice entre capitais.
O IPCA de julho no Brasil foi de 0,07%, uma queda de 0,9 ponto percentual em relação ao mês anterior. Em 2026, o IPCA nacional acumula alta de 3,44%, sendo 4,44%% nos últimos 12 meses. Entre as regiões, o IPCA não ultrapassou a casa de 0,32%, com algumas localidades registrando deflação, como Belém (-0,45%) e Salvador (-0,32%).
Análise Regional
Apesar da estabilidade regional, a análise sobre Campo Grande revela uma alta presente em cinco dos nove grupos pesquisados. O IPCA acumula alta de 4% neste ano e 4,60%% nos últimos 12 meses. Em 2025, a cidade registrou uma deflação de -0,19%.
O grupo Habitação teve o maior impacto no índice local, com uma alta de 1,90% em julho. Este aumento foi impulsionado principalmente pela alta nos preços da energia elétrica, que registrou um impacto de 0,25 p.p. no índice geral.
Queda nos Preços
Apesar da pressão em Habitação, a cesta básica em Campo Grande caiu 4,37%, sendo uma das mais caras do país. O tomate teve uma queda expressiva de -30,80%, enquanto a batata-inglesa e o feijão carioca também apresentaram quedas significativas.
Esses dados corroboram a pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), que apontou que 10 dos 13 produtos que compõem a mesa do campo-grandense ficaram mais baratos.
Inflação em 2026
É importante lembrar que Campo Grande fechou 2025 com a menor inflação do País, mas em 2026, o índice voltou a subir. A cidade começou o ano com inflação de 0,48%, acima da média nacional. Até fevereiro, Campo Grande apresentava o segundo menor índice entre as capitais.
Opinião
A estabilidade dos preços em Campo Grande é um sinal positivo, mas a alta em Habitação e a volatilidade de outros itens alimentares exigem atenção das autoridades e consumidores.





