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HC-UFMG oferece atendimento gratuito e legal para mulheres vítimas de violência

HC-UFMG oferece atendimento gratuito e legal para mulheres vítimas de violência

O Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (HC-UFMG) se destaca no combate à violência contra a mulher, oferecendo um atendimento 100% gratuito e acolhedor. Em 2025, dados alarmantes indicaram que, em média, 12 mulheres foram vítimas de algum tipo de violência por dia em nove estados do Brasil. Esse cenário preocupante reforça a importância de iniciativas como o programa Para Elas, Por Elas, Por Eles, Por Nós, que visa amparar e empoderar as mulheres.

Direitos e atendimento

O HC-UFMG disponibiliza um Serviço de Atenção Integral à Pessoa em Situação de Violência Sexual, onde as vítimas podem acessar apoio ginecológico, psicológico e social sem necessidade de agendamento. Segundo a coordenadora do serviço, Natália Dantas, é fundamental que as vítimas busquem atendimento o mais rápido possível. “Em até 72 horas, conseguimos fazer a profilaxia de ISTs, e em até cinco dias, a profilaxia da gravidez”, explica.

Amparo legal e campanhas de conscientização

Além do atendimento médico, as mulheres têm acesso a direitos garantidos pela Lei Maria da Penha e outras legislações, incluindo o aborto legal para vítimas de violência. O número 180 é uma linha direta para denúncias de violência, proporcionando suporte e orientação. A campanha Agosto Lilás também desempenha um papel crucial na conscientização, especialmente em 2026, quando se comemoram 20 anos da Lei Maria da Penha.

Impacto emocional e social

O ciclo de violência pode causar danos profundos à saúde mental e emocional das vítimas. A médica Marilia Malaguth ressalta que muitas mulheres chegam ao atendimento com receio e dificuldade de reconhecer os tipos de violência que sofreram. O acolhimento em um ambiente seguro é essencial para que elas possam começar a elaborar suas experiências.

Opinião

O atendimento humanizado e o acesso aos direitos são fundamentais para o enfrentamento da violência contra a mulher. É crucial que mais instituições sigam o exemplo do HC-UFMG e ofereçam suporte efetivo às vítimas.