No primeiro trimestre de 2026, o IBGE divulgou dados que mostram um cenário positivo para o mercado de trabalho no Brasil. Um total de 600 mil pessoas deixaram a informalidade, contribuindo para o crescimento do número de trabalhadores com carteira assinada, que atingiu 39,2 milhões.
O rendimento médio dos trabalhadores também alcançou um novo recorde, chegando a R$ 3.722. Esse valor representa um aumento de 5,5% em relação ao ano anterior, já descontada a inflação. A massa de rendimento médio real totalizou R$ 374,8 bilhões, com um crescimento de 7,1% no ano.
Taxa de Desocupação e Informalidade
A taxa de desocupação ficou em 6,1%, a menor para um trimestre encerrado em março desde o início da série histórica em 2012. Apesar de um aumento em relação ao trimestre anterior, onde a taxa era de 5,1%, a comparação anual mostra uma queda, já que em março de 2025 a taxa era de 7,0%.
A população desocupada atingiu 6,6 milhões de pessoas, refletindo um aumento de 19,6% no trimestre, mas uma redução de 13,0% na comparação anual. A taxa de informalidade, por sua vez, foi de 37,3% da população ocupada, o que representa 38,1 milhões de trabalhadores informais.
Emprego Formal e Setores em Alta
O número de empregados sem carteira assinada no setor privado caiu para 13,3 milhões, enquanto o número de trabalhadores por conta própria se manteve em 26,0 milhões. O setor de Comércio e Administração Pública mostraram aumento no rendimento médio, com crescimentos de 3,0% e 2,5%, respectivamente.
Desafios e Perspectivas
Embora os dados sejam animadores, Adriana Beringuy, coordenadora de pesquisas domiciliares do IBGE, alerta para a necessidade de atenção às flutuações sazonais e ao encerramento de contratos temporários, especialmente nas áreas de Educação e Saúde.
Opinião
Os dados do IBGE são um reflexo positivo do mercado de trabalho, mas é essencial que políticas públicas continuem a apoiar a formalização e a criação de empregos sustentáveis.





