O Hospital Governador Celso Ramos (HGCR), localizado em Florianópolis, fez história ao realizar o primeiro procedimento combinado de medicina regenerativa da unidade. A intervenção foi realizada em uma paciente que sofria de dor crônica neuropática há seis anos, mesmo após ter passado por uma cirurgia de artrodese.
Essa inovadora abordagem reuniu duas técnicas da medicina regenerativa: a aplicação de células obtidas da medula óssea da própria paciente e a radiofrequência pulsada. Durante o procedimento, pulsos elétricos foram aplicados nos nervos da coluna relacionados à dor, enquanto as células foram injetadas na região afetada para estimular a reparação dos tecidos.
Resultados e Expectativas
Embora ambas as técnicas já fossem utilizadas separadamente no HGCR, esta foi a primeira vez que foram aplicadas simultaneamente. A diretora do hospital, Thayse Rosa, destacou que, até o momento, desconhecem outro hospital público que ofereça esse procedimento de rotina para pacientes do SUS. Ela ressaltou a importância da qualidade de vida do paciente, que conviveu por tanto tempo com a dor crônica.
A nova abordagem tem potencial para proporcionar alívio prolongado da dor e reduzir a necessidade de uso contínuo de medicamentos, apresentando um baixo risco de complicações por ser uma cirurgia minimamente invasiva. Após a operação, a paciente seguirá em acompanhamento para monitoramento dos resultados a médio e longo prazo.
Referência Nacional em Tratamentos
A expectativa é que o caso abra caminho para que o Hospital Celso Ramos se torne uma referência nacional em tratamentos de medicina regenerativa dentro do sistema público de saúde. O médico especialista em tratamento da dor, Dr. Felipe Lampa, afirmou que a instituição possui o conhecimento técnico-científico necessário para liderar esse processo no Brasil.
Além dos benefícios para os pacientes, o procedimento representa um avanço significativo para o Hospital Governador Celso Ramos, trazendo vantagens operacionais, já que é realizado em regime de hospital-dia, sem necessidade de internação ou ocupação de leitos, além de ter baixo custo operacional.
Opinião
Esse avanço no tratamento da dor crônica é um passo importante na busca por soluções mais eficazes e seguras para os pacientes, refletindo a inovação na saúde pública.





