A Federação Iraniana de Futebol (FFIRI) anunciou nesta terça-feira (9) que sua cota de ingressos para a Copa do Mundo foi retirada, a poucos dias do início do torneio, que começa em 11 de junho. Essa decisão deixa os torcedores do Irã sem a possibilidade de assistir aos jogos da seleção, que terá suas duas primeiras partidas no Grupo G em Los Angeles, nos Estados Unidos.
O Irã enfrentará a Nova Zelândia em 15 de junho e a Bélgica em 21 de junho, antes de encerrar a fase de grupos contra o Egito em 26 de junho, em Seattle. A FFIRI já havia iniciado o processo de venda dos ingressos, mas agora não poderá mais disponibilizá-los aos torcedores. A entidade afirmou: “Isso ocorre apesar de muitos torcedores iranianos terem, com base no processo oficialmente anunciado, feito todos os preparativos necessários para comparecer aos jogos”.
A cada federação participante da Copa do Mundo é concedida uma cota de 8% dos ingressos de cada partida para distribuição aos seus torcedores. A FFIRI criticou a decisão dos EUA, alegando que a proibição do acesso dos torcedores iranianos à cota oficial de ingressos “é uma medida contrária ao espírito que rege as competições internacionais e ao princípio da igualdade entre os países participantes”.
Em meio ao conflito entre Irã e Estados Unidos, os jogadores iranianos receberam autorização temporária para entrar nos EUA e disputar as partidas. No entanto, eles não poderão permanecer no país entre os compromissos e terão que retornar a Tijuana, no México, após cada jogo. A delegação chegou a Tijuana no dia 7 de junho, onde ficará concentrada durante a primeira fase da competição. O visto concedido aos 26 jogadores permite apenas a entrada temporária nos EUA para treinamentos e partidas, sem pernoites em território americano.
Opinião
A situação dos torcedores iranianos ilustra as tensões que podem afetar eventos esportivos internacionais, levantando questões sobre igualdade e acesso em competições globais.





