O Exército israelense informou que o Hezbollah disparou foguetes contra suas tropas no sul do Líbano em 21 de novembro, acusando o grupo apoiado pelo Irã de violar um cessar-fogo. Este cessar-fogo de 10 dias, mediado pelos Estados Unidos, entrou em vigor em 16 de abril e visava facilitar as negociações entre Israel e o Líbano, agendadas para 23 de novembro.
Apesar do cessar-fogo, as forças israelenses permanecem posicionadas em uma faixa de território libanês de 5 a 10 km ao longo da fronteira. Israel busca criar uma zona de segurança para proteger o norte do país contra os ataques do Hezbollah. Desde o cessar-fogo, Israel tem realizado demolições em vilarejos do sul do Líbano, alegando agir contra infraestruturas do Hezbollah em áreas civis.
A agência estatal libanesa National News Agency (NNA) relatou que houve novos bombardeios israelenses em pelo menos oito vilarejos nesta terça-feira, além de bombardeios de artilharia em várias áreas. O conflito no Líbano complicou os esforços do Paquistão para mediar negociações entre os EUA e o Irã, com Teerã exigindo que a campanha de Israel contra o Hezbollah seja incluída em qualquer acordo sobre a guerra mais ampla.
O presidente libanês Joseph Aoun busca o desarmamento pacífico do Hezbollah, enquanto o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmou que o objetivo final da campanha contra o Hezbollah é ver o grupo desarmado, tanto por meios militares quanto diplomáticos. Katz alertou que, se o governo libanês não cumprir seu compromisso de desarmar o Hezbollah, as Forças de Defesa de Israel continuarão suas atividades militares.
Opinião
A situação entre Israel e o Hezbollah continua tensa, e a violação do cessar-fogo pode dificultar ainda mais as negociações necessárias para a paz na região.





