Um hacker suspeito de participar de ataques cibernéticos contra pelo menos nove bancos da Coreia do Sul pode ter revelado informações sobre sua própria identidade ao utilizar o Claude, inteligência artificial da Anthropic. Segundo uma investigação da empresa de segurança CrowdStrike, divulgada nesta quarta-feira (7), as pistas apontam para um jovem de 26 anos que estaria localizado na China.
Os ataques ocorreram entre o final de setembro e o início de outubro e comprometeram dados pessoais de clientes de algumas das maiores instituições financeiras sul-coreanas. A CrowdStrike conseguiu acessar registros de conversas com o Claude Code, ferramenta de programação da Anthropic, armazenados em servidores associados às invasões.
Dados Comprometidos e Investigações
O Shinhan Bank confirmou que dados de aproximadamente 25 mil pessoas foram comprometidos, enquanto o KB Kookmin Bank relatou o vazamento de informações de 119 clientes. O Hana Bank também informou que 89 pessoas tiveram dados expostos, incluindo nomes, números de identificação e telefones. Apesar das invasões, as autoridades sul-coreanas não identificaram roubos de dinheiro diretamente relacionados.
A polícia sul-coreana investiga os ataques, e o presidente Lee Jae Myung pediu medidas para impedir novos incidentes. Igrejas sul-coreanas, como a Yoido Full Gospel Church, também investigam possíveis invasões, com dados de até 850 mil integrantes potencialmente comprometidos.
Uso de Inteligência Artificial nos Ataques
A CrowdStrike identificou o uso do ARTEX, uma ferramenta de código aberto desenvolvida na China, que permite automatizar testes de invasão e identificar vulnerabilidades em sistemas. O suspeito utilizou o DeepSeek como principal modelo, além de outras ferramentas. Em uma das interações, ele pediu ao Claude ajuda para elaborar um currículo de pesquisador de segurança.
A investigação encontrou inconsistências nas informações fornecidas pelo suspeito, incluindo uma data de nascimento que não correspondia à idade informada. A CrowdStrike avalia que o responsável fala chinês e possui motivações financeiras, mas ainda não existem evidências suficientes para atribuir os ataques a uma pessoa específica.
Opinião
Os recentes ataques cibernéticos na Coreia do Sul revelam a crescente necessidade de proteção digital em um mundo cada vez mais dependente da tecnologia.





