Granada, no sul da Espanha, voltou a ser atingida por tremores de terra na madrugada de 18 de outubro. O Instituto Geográfico Nacional (IGN) confirmou que pelo menos quatro terremotos, com magnitudes variando entre 3,9 e 4,8 na escala Richter, foram sentidos nas últimas horas.
Desde 14 de outubro, a região já registrou um total de 432 tremores, com o epicentro dos maiores abalos localizado em Alhendín, a cerca de 12 quilômetros ao sul de Granada. A magnitude dos tremores causou preocupação entre os moradores e turistas, especialmente após um evento significativo que ocorreu no sábado passado, que provocou danos e gerou pânico.
Impactos e Resposta das Autoridades
O IGN informou que os dois terremotos mais intensos, de 4,8 graus, foram sentidos em mais de 500 localidades, abrangendo partes da Andaluzia, Múrcia, sul de Castela-La Mancha e alguns pontos de Madri. Até agora, a Junta de Andaluzia confirmou que pelo menos três pessoas ficaram feridas devido aos tremores, todas com ferimentos leves e prontamente atendidas.
A prefeita de Granada, Marifrán Carazo, relatou que a polícia local recebeu 229 pedidos de ajuda ou alertas nas últimas horas, e os Bombeiros atenderam a 168 ocorrências relacionadas aos sismos. Em resposta à situação, a prefeitura declarou estado de emergência, com repartições públicas não essenciais permanecendo fechadas por tempo indeterminado, incluindo museus e instalações esportivas.
Marifrán Carazo pediu à população que mantenha a calma e que informe as autoridades sobre qualquer anormalidade, como rachaduras em edificações ou movimentações do terreno. Ela também alertou que tremores secundários são imprevisíveis e devem ser monitorados com atenção.
Opinião
A situação em Granada destaca a importância da preparação e resposta rápida em casos de desastres naturais, essencial para garantir a segurança da população.





