Economia

Governo Lula propõe elevar mistura de etanol para 32% e reduzir importações

Governo Lula propõe elevar mistura de etanol para 32% e reduzir importações

O Governo do Brasil avança na discussão para ampliar a mistura obrigatória de etanol na gasolina. Em uma reunião realizada no Palácio do Planalto em 9 de junho de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ministros debateram a proposta de elevar a mistura para 32% (E32), que será analisada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) nas próximas semanas.

O Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, destacou que essa medida pode evitar a importação de 450 milhões de litros de gasolina por ano, contribuindo para a autossuficiência energética do Brasil. A proposta foi apresentada pelo setor produtivo e é vista como uma forma de estimular a produção nacional, gerar empregos e reduzir emissões.

Impactos da Proposta

Silveira enfatizou que o aumento da mistura de etanol deve gerar mais de 4 bilhões de litros de etanol a mais na produção em 2026, o que representa uma oportunidade significativa para o país. Ele afirmou que a medida também ajudaria a mitigar os impactos da volatilidade dos preços decorrentes de conflitos internacionais.

A Lei do Combustível do Futuro já permite a mistura até E35, mas estudos técnicos indicam viabilidade até E32. O ministro ressaltou que a adoção do etanol na gasolina tem um papel crucial na transição energética sustentável do Brasil.

Reações do Setor

O presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (UNICA), Evandro Gussi, afirmou que a mistura de 32% já foi testada com sucesso no Brasil, destacando a importância da proposta para reduzir o consumo de gasolina importada e garantir mais sustentabilidade. Já Mário Campos, presidente da SIAMIG Bioenergia, ressaltou que as políticas públicas recentes impulsionaram investimentos e ampliaram a capacidade produtiva do setor.

Opinião

A proposta de aumento da mistura de etanol representa um passo importante para a segurança energética e a sustentabilidade no Brasil, mas sua implementação dependerá de um debate amplo e cuidadoso entre os envolvidos.