O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enviou ao Congresso o Orçamento de 2027, prevendo um aporte de R$ 6 bilhões nos Correios e um salário mínimo projetado de R$ 1.741. O envio do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) ocorreu no último dia do prazo legal, mas a votação ocorrerá apenas após as eleições.
O orçamento total previsto é de R$ 7,5 trilhões, incluindo os juros da rolagem da dívida pública, que alcançou 82,5% do PIB, o maior patamar desde a pandemia. O governo estima um superávit de R$ 18,6 bilhões, mesmo considerando despesas que poderiam ser excluídas da meta fiscal.
Expectativas e Críticas
O ministro Bruno Moretti, do Planejamento e Orçamento (MPO), expressou confiança no resultado primário, ressaltando que as despesas obrigatórias estão sob controle, permitindo uma gestão mais flexível das despesas discricionárias. O ministro Dario Durigan, da Fazenda, classificou o superávit como o primeiro efetivo, em contraste com o superávit considerado “fictício” do governo anterior.
O aporte de R$ 6 bilhões nos Correios, no entanto, gerou controvérsias, visto que a estatal registrou um prejuízo de R$ 5,55 bilhões em 2026 e um rombo recorde de R$ 8,5 bilhões em 2025. O governo defende que este valor é parte de um plano de recuperação da estatal.
Projeções Econômicas
Além do salário mínimo de R$ 1.741, o orçamento prevê R$ 44,8 bilhões em emendas parlamentares e uma inflação projetada de 3,6% para 2027. O crescimento da economia é estimado em 2,46%.
O governo também está implementando medidas para ajustar as finanças públicas, com expectativa de alcançar R$ 100 bilhões em 2027, através de um pacote fiscal e outras medidas para controlar o crescimento das despesas.
Opinião
O Orçamento de 2027 reflete desafios significativos e expectativas de recuperação, mas a implementação das medidas propostas será crucial para garantir a sustentabilidade fiscal e a confiança da população.





