Economia

Governo Federal impõe 35% de imposto sobre carros elétricos e gera tensão com Anfavea

Governo Federal impõe 35% de imposto sobre carros elétricos e gera tensão com Anfavea

O Governo Federal anunciou a aplicação da alíquota máxima de 35% do Imposto de Importação sobre carros elétricos e híbridos no Brasil, medida que entrou em vigor em 1º de novembro de 2023. Essa decisão marca o fim da suspensão da cobrança, que foi retomada pelo Programa Mover em 2024, fazendo com que todos os carros eletrificados importados passem a pagar a alíquota máxima.

Embora o reajuste seja integral para quem importa veículos prontos, os consumidores não devem sentir um aumento imediato nas concessionárias. Antecipando-se à nova regra, montadoras como a BYD já montaram estoques massivos de carros desembaraçados com as taxas antigas, buscando absorver os custos. A BYD continua a montar seus carros no regime CKD, com destaque para suas fábricas em Camaçari (BA).

Crescimento e Desafios no Setor

O mercado de carros elétricos e híbridos no Brasil teve um crescimento impressionante de 170% no último ano. Para incentivar ainda mais essa expansão, o Comitê-Executivo de Gestão (Gecex) renovou uma cota de isenção de R$ 2,4 bilhões para veículos CKD até o final do ano. Essa medida visa acelerar a transição de importadores para fabricantes locais.

Enquanto as montadoras chinesas, como a BYD, se beneficiam dessa isenção, a Anfavea, associação que representa as montadoras tradicionais no Brasil, expressou forte descontentamento. A entidade pressionava pela antecipação da alíquota cheia e agora ameaça acionar a Justiça contra a isenção concedida aos rivais, o que pode aumentar a tensão no setor automotivo.

Opinião

A recente decisão do governo reflete uma tentativa de equilibrar o mercado, mas gera incertezas e descontentamento entre as montadoras tradicionais, que podem sentir os impactos dessa mudança.